Este intervalo iguala o segunda semana de maio, quando a doença tinha feito quatro vítimas na cidade.

Segundo município cearense com maior número de casos da Covid-19, atrás apenas de Fortaleza (52.196), Juazeiro do Norte, que registra 15.836 infectados, alcançou ontem (12) seis dias sem nenhum óbito pela doença, segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Com isso, iguala seu melhor intervalo desde a primeira morte pela doença, que foi entre os dias 5 e 11 de maio, quando saltou de duas para quatro vítimas.  

O último registro de morte confirmada pela doença foi no último dia 6 de outubro, quando foi somado um óbito, alcançando a marca de 290 vidas perdidas pelo vírus. Ou seja, em uma semana, a média foi de 0,14 morte/dia.  

A queda é visível a partir dos dados anteriores. Entre 25 de julho e 1º agosto, o pior intervalo de óbitos em decorrência do novo coronavírus, foram 26 vítimas na terra do Padre Cícero, que dá uma média de 3,7 mortes diárias.  

Até a tarde desta segunda-feira (12), o Município notificou 43.301 pacientes, dos quais 20 são casos suspeitos que aguardam os resultados dos exames, 27.797 casos descartados. Entre os 15.836 casos confirmados há 15 hospitalizados, 598 em isolamento domiciliar, 14.581 que já estão recuperados, e 290 são óbitos. 

A diretora Vigilância em Saúde de Juazeiro do Norte, Evanusia de Lima, ressalta que a divulgação do registro de óbitos é feito na medida que os exames confirma a causa por Covid-19, mas o cálculo da média móvel, onde é analisado se houve ou não uma queda, acontece a partir da data em que a morte acontece. “Às vezes o óbito acontece hoje e o resultado do exame pode demorar até sete dias para sair”, explica.  

A demora também pode ser explicada pela questão da localidade. “Muitas pessoas para ter acesso ao Hospital Regional informam o endereço de Juazeiro do Norte e aí dá muito trabalho, porque não conseguimos encontrar a residência, a família, para finalizar esse processo de monitoramento dos contatos de casos e de óbitos. Então, às vezes demora finalizar esse procedimento de constatação do endereço do paciente que vai a óbito para fins de sistema de informação”, detalha Evanusia.  

Além disso, óbitos de residentes de Juazeiro do Norte, mesmo em outras cidades, também são contabilizados e isso atrasa o levantamento. “Depende de onde a pessoa mora, quando é na nossa região de Saúde conseguimos até localizar mais rápido, mas às vezes mora em outras regiões, aí é demorado. Varia muito”, completa. 

Queda

Neste caso, a média móvel de óbitos desta última semana ainda não foi finalizada, justamente porque também é feito a coleta de dados de outras cidades. “Até o momento ainda não detectei aumento de óbitos, só vou ter certeza ao final desse levantamento”, completa Evanusia.  

Apesar disso, a diretora aponta para uma estabilização em Juazeiro do Norte pelo menos no número de óbitos. “Houve uma queda e agora e aparece uma ou duas por semana. Estamos numa situação bem mais confortável”, acredita. 

Fonte: Diário do Nordeste