Os filtros do Instagram vêm fazendo sucesso na rede desde o fim de 2019, ganhando força em 2020. São efeitos que variam desde maquiagem, mudanças de cabelo, frases de motivação à até mesmo jogos de perguntas e respostas. A ferramenta, além de divertir e embelezar, tem a função de gerar visibilidade aos perfis, principalmente de marcas e celebridades.
Com isso, nasce também um novo nicho no mercado: o criador de filtros.

Durante o início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, o jovem de 20 anos, Matheus Yashi, viu sua vida mudar ao criar seu primeiro filtro para o Instagram e, hoje, faz disso sua principal fonte de renda. Ele trabalhava em uma loja de móveis, em Fortaleza, e com o computador da empresa descobriu o software Spark AR, utilizado para criar os filtros.
Após muitos estudos, Matheus se especializou e o seu filtro lhe gerou um milhão de impressões, o que o motivou a criar outros. Até que criei o filtro de maquiagem, que precisa desenhar todas as texturas, tipo blush, batom, cílios, tudo desenhado na mão. Eu não tinha ideia de como fazer isso, mas aprendi”, lembra.


Para ganhar mais visibilidade, Matheus resolveu criar parcerias com os famosos da internet. “Comecei a fazer para pessoas de dois mil seguidores, passei para 15 mil, 50 mil, 100 mil, um milhão”, conta. O primeiro filtro que fez para alguém famoso foi para o cantor e empresário Jonathan Couto, de uma das famílias que mais gera engajamento na internet, a família Poncio. Também fez para sua esposa Sarah Poncio, a influencer digital Gabi Brandt e o cantor Saulo Poncio. A visibilidade alcançada lhe rendeu bons reconhecimentos e, hoje, ele acumula trabalhos para mais famosos influenciadores, como GKay e Álvaro, e atores globais, como Isabella Santoni, e a modelo Isabeli Fontana.
Atualmente, o cearense já criou cerca de 350 filtros para ele e pelo menos 150 para os mais famosos da internet.

Desafios
Para Matheus Yashi, o nicho de criação de filtros no mercado é bem promissor em relação a preços. “Hoje, só trabalho com filtros, sai do meu emprego após a quarentena para trabalhar só com filtros. É um nicho muito aberto, tem desde objetos 3D a objetos de cor dentro do Spark AR”, revela.
Segundo ele, apesar de o nicho ser muito bom, um dos maiores desafios ainda é a desvalorização do trabalho. Um trabalho que custa em torno de R$ 500, uma pessoa faz por R$ 80, o que acaba influenciando, no caso, é a qualidade e as indicações.


Em Fortaleza, principalmente, o mercado ainda não expandiu a essa nova ferramenta que tem o poder de potencializar o engajamento de empresas e personalidades. No eixo Rio e São Paulo, onde se concentra a maior parte dos famosos e influenciadores digitais mais engajados, o mercado é mais concorrido. “É um mercado onde você tem que ser o melhor, porque se não for o melhor, vem outra pessoa e preenche seu lugar”, afirma o criado

FONTE: O ESTADO CE