Com pedidos de senadores da CPI, juristas ajudam a preparar denúncia contra Bolsonaro à Corte de Haia. Os senadores da CPI da Covid convidaram ontem, 15 de setembro, um grupo de juristas para que elaborassem a denúncia de crimes contra a humanidade contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao TPI (Tribunal Penal Internacional) de Haia. Com esta somatiza a terceira denúncia contra o presidente no tribunal pela condução da pandemia. O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fez o convite durante reunião dos membros da CPI com os juristas Miguel Reale Júnior, Sylvia H. Steiner, Helena Regina Lobo da Costa e Alexandre Wunderlich. No dia anterior, o grupo entregou um parecer que lista os possíveis crimes cometidos por Bolsonaro ao longo da pandemia de covid-19 no país.



Entre os delitos apontados pelo relatório está o de crime contra a humanidade, no qual o senador Randolfe admitiu que estava buscando formas de encaminhar, "qual seria o melhor procedimento para levar o crime contra a humanidade ao TPI?", questionou o senador aos juristas. E completou "Já vemos aqui que [o crime] está devidamente caracterizado por Vossas Excelências e também há elementos fartos disso no âmbito da investigação que conduzimos, sobretudo no que aconteceu em Manaus".


A jurista Sylvia H. Steiner, que já atuou em Haia, explicou que havia três formas de apresentar a denúncia, sendo apenas uma viável neste caso, "uma delas é pelo Estado, o que não caberia porque o Estado é representado pelo presidente, a segunda seria remetida pelo Conselho de Segurança que não é o caso, então caímos na terceira que é a representação feita de forma individual",explica, "teria que ser enviada essa representação, no caso pelos senhores membros da CPI, e essa representação seria tratada como apresentada por particulares e não por governo", explicou Sylvia.

Redação e edição: Rádio Metropolitana Am 930