Adolescente sofre racismo e é barrada de entrar em shopping de Fortaleza. O pai, defensor público, relatou o caso nas redes sociais e considerou como racismo já que a filha é negra, "ela [a segurança] disse que eu não podia estar pedindo dinheiro ali e eu não entendi. Eu questionei '[a padaria] está fechada? Não pode mais fazer pedido?'. Aí, ela disse 'não, não pode pedir aqui dentro', aí eu entendi o que ela estava querendo dizer", disse a adolescente. 


Adriano Leitinho, pai da adolescente, acionou a Delegacia da Defesa da Criança e do Adolescente e registrou uma notícia-crime. "Minha filha foi para a Portugália [padaria] para comer. Fiquei de encontrar com ela lá. Quando ela ia entrando, a segurança a abordou dizendo que ela não poderia ficar pedindo ali no shopping”, disse o defensor.


A vítima disse que somente percebeu o episódio de racismo depois que conversou sobre o caso com uma amiga, que a alertou para o preconceito que ela sofreu e aconselhou que conversasse com o pai, o mesmo ressalta que mesmo se a garota fosse pedinte a abordagem seria discriminatória, “a segurança tratou a minha filha como pedinte apenas por ser negra, ligando a cor à pobreza, o que é inadmissível e é racismo. Minha filha estava voltando do jiu jitsu de kimono, com sua mochila nas costas. Não estava pedindo nada a ninguém. E mesmo se estivesse não justificava a abordagem racista e discriminatória”, disse o pai.

Redação e edição: Rádio Metropolitana Am 930